
Em 1976, Graham Greene recebeu um convite inesperado do ditador do Panamá, general Omar Torrijos Herrera, para visitar o país. Movido pela curiosidade, o escritor aceitou. Torrijos, figura complexa, lutava contra a interferência dos EUA no Panamá, que havia sido separado da Colômbia e dividido pela Zona do Canal. O general cativou Greene, inspirando-o a escrever sobre ele. No entanto, em 1981, antes de sua quinta visita ao país, Greene recebeu a notícia da morte suspeita de Torrijos em um acidente de avião. Um lobo solitário nasceu da tentativa do autor de retratar, pela não ficção, os personagens e eventos que o fascinaram no Panamá. Com humor e humanismo, Greene oferece um olhar profundo sobre o país e reafirma seu talento literário. Mais que um tributo, a obra é um alerta à América Latina, onde, segundo Greene, “a política raramente significou uma mera alternância entre partidos rivais. Tem sido uma questão de vida e morte”.
Editora: Biblioteca Azul; 1ª edição (4 agosto 2016); Páginas: 224 páginas; ISBN: 978-8525061904; ASIN: B01KW08QQM
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Biografia do autor: Graham Greene (1904-1991) foi um renomado escritor inglês, conhecido por mesclar tramas de espionagem, dilemas morais e crítica política em seus romances. Sua conversão ao catolicismo influenciou profundamente sua obra, que frequentemente explorava a dualidade entre fé e corrupção. Trabalhou como jornalista e atuou no serviço de inteligência britânico durante a Segunda Guerra Mundial, experiências que enriqueceram sua literatura. Entre seus livros mais famosos estão O Americano Tranquilo, O Cerne da Questão, Um Lobo Solitário, O Poder e a Glória e Fim de Caso.
Resumo: Em 1976, Graham Greene visitou o Panamá a convite do ditador Omar Torrijos. Fascinado pelo líder, planejou um romance sobre ele. Porém, em 1981, Torrijos morreu em um acidente suspeito. Um lobo solitário é seu tributo e alerta à América Latina.