Livro ‘Pense como um bilionário’ por Donald Trump

Livro 'Pense como um bilionário: Tudo o que você precisa saber sobre sucesso, negócios e prosperidade' por Donald Trump
Tudo o que você precisa saber sobre sucesso, negócios e prosperidade
Donald Trump é um verdadeiro titã do mundo dos negócios. O atual presidente dos Estados Unidos é também um dos grandes negociadores e influenciadores do mercado financeiro mundial desde o início de sua atuação no mercado imobiliário ameriano. Neste livro, ele falará mais detalhadamente sobre o seu surgimento como o homem de negócios e lhe ensinará a verdadeira mentalidade bilionária - como pensar em dinheiro, habilidades profissionais e na felicidade da vida....
Editora : Citadel Editora; 1ª edição (18 dezembro 2020)
Idioma : Português
Capa comum : 256 páginas
ISBN-10 : 6587885020
ISBN-13 : 978-6587885025
Dimensões : 22.6 x 14.2 x 1.4 cm

Leia trecho do livro

PARTE 1 I Imóveis
PARTE 2 I Dinheiro
PARTE 3 I O negócio da vida
PARTE 4 I Facetas da vida de um bilionário
PARTE 5 I Os bastidores de O Aprendiz

INTRODUÇÃO

PENSANDO COMO UM BILIONÁRIO

Em um mundo de mais de seis bilhões de pessoas, existem apenas 2.153 bilionários.[1] É um clube exclusivo. Você gostaria de juntar-se a nós?

Obviamente, as chances contra você são de uma em dez milhões. Mas se você pensa como um bilionário, essa probabilidade não deverá assustá-lo.

Bilionários não se importam com probabilidades. Não ouvimos o senso comum nem agimos segundo o que é convencional ou esperado. Seguimos a nossa visão, não importando que outras pessoas achem que são ideias loucas ou idiotas. E disso que trata este livro — aprender a pensar como um bilionário. Mesmo se você absorver apenas dez por cento dos ensinamentos deste livro, ainda terá uma boa chance de se tornar um milionário.

No meu livro How to get rich [Como ficar rico] compartilhei algumas das minhas técnicas favoritas para administrar um negócio lucrativo e se tornar uma superestrela da televisão. Considere este novo livro a segunda parte de uma conversa em andamento entre você e o Donald — o equivalente, para um bilionário, aos best-sellers Conversations with God e Conversations with God, Book 2.

Tenho certeza de que algum sabichão da mídia irá dizer que estou me comparando a Deus, então, para constar, não acho que sou Deus. Eu acredito em Deus. Se Deus estivesse interessado em um apartamento na Trump Tower, eu imediatamente ofereceria a melhor suíte de luxo por um preço muito especial. Acredito que Deus está em toda parte e em todos nós e quero que todas as minhas decisões somem pontos positivos para mim quando chegar a hora de ir para aquela grande sala de reuniões no céu. Quando eu for despedido permanentemente pelo chefe supremo, quero que o elevador para o céu suba, não desça.

Alguns de vocês podem pensar que é errado falar sobre Deus e negócios em uma mesma frase, mas Deus sempre foi central em nossa maneira de pensar sobre o capitalismo. A ética de trabalho protestante prosperou por séculos. A busca pela prosperidade está arraigada em nossa cultura religiosa. Quanto mais você tem, mais você pode dar.

Aqui está outro fato sobre Deus que qualquer bilionário conhece: Ele está nos detalhes, e você precisa estar lá também. Eu não poderia administrar um negócio de outra maneira. Quando estou conversando com um empreiteiro, examinando um local ou planejando um novo empreendimento, nenhum detalhe é pequeno demais para não ser examinado. Eu procuro até mesmo assinar o maior número possível de cheques. Para mim, não há nada pior do que um computador assinando os cheques. Quando você assina um cheque, pode ver o que realmente está acontecendo dentro da sua empresa, e se as pessoas veem sua assinatura no final do cheque percebem que está de olho em tudo e tentam te enganar menos, porque têm ali uma prova de que você se preocupa com os detalhes.

Aprendi a pensar como um bilionário observando meu pai, Fred Trump. Ele foi o maior homem que já conheci, e a maior influência na minha vida.

Muita coisa foi escrita sobre a minha família. Uma escritora chamada Gwenda Blair passou doze anos trabalhando em uma história completa, The Trumps: Three Generations That Built an Empire [Os Trumps: três gerações que construíram um império; trad. livre]. Ela chegou a rastrear a nossa linhagem até 1608, quando um advogado alemão chamado Hanns Drumpf se estabeleceu na cidade de Kallstadt, a cerca de 65 quilômetros a oeste do rio Reno. Segundo Blair, um dos meus ancestrais, um viticultor, mudou o nome da família para Trump no final do século 17 — uma boa jogada, na minha opinião, já que Drumpf Tower não soaria tão atraente.

Meu avô, Friedrich, foi o primeiro Trump a vir para a América. Como muitos empreendedores, ele fugiu de casa porque não queria trabalhar no negócio de vinhos da família. Um dos meus amigos bilionários, John R. Simplot, deixou a fazenda da família porque não queria passar o resto de seus dias ordenhando vacas. Em vez disso, tornou-se um produtor de batatas e um dos maiores fornecedores do McDonald’s. Ele ganhou bilhões vendendo batatas fritas. Uma maneira de pensar como um bilionário é questionar o que está a sua volta: não presuma que você tem que aceitar as cartas que recebeu.

Meu avô era barbeiro e dono de várias empresas, incluindo um hotel e um restaurante. Ele se mudou de Nova York para Seattle e, mais tarde, para o Alasca durante a corrida do ouro, onde alimentou os mineiros no maior estabelecimento da cidade, o Restaurante Ártico. Infelizmente, acabou pegando uma pneumonia e morreu quando meu pai era apenas um menino. Meu pai nunca me falou muito sobre ele ou sobre outras histórias da família Trump.

Fred C. Trump não era o tipo de pai que nos levava ao cinema ou brincava de bola no Central Park. Ele era melhor do que aqueles pais. Em vez disso, ele me levava para os canteiros de obras no Brooklyn e no Queens. E dizia: “Vamos fazer as rondas”, e a gente ia. Ele nunca gritou comigo nem precisou me castigar, mas sempre foi forte e um pouco distante, até que comecei a trabalhar nos seus negócios. Foi quando eu realmente pude conhecê-lo.

Vi como ele lidava com empreiteiros e sindicatos e como tirava o máximo proveito de todos os espaços. Meu pai acreditava em adicionar “o elemento extra” às suas propriedades — ele foi um dos primeiros a construir garagens em casas no Brooklin. Ele poderia ter sido uma celebridade também. Seus negócios tornaram-se manchetes de primeira página nos jornais do Brooklyn. Ele anunciava regularmente e promovia grandes inaugurações para seus empreendimentos. Acabei herdando um pouco de seu dom para a publicidade, mas nunca falamos sobre isso e, até hoje, não acho que a publicidade tenha muito a ver com o sucesso dele ou com o meu. Nos tornamos bem-sucedidos porque aprendemos a criar os melhores edifícios, nos melhores locais e com o melhor zoneamento. Meu pai me ensinou a lutar contra os sindicatos e os políticos, a fim de construir o edifício dentro do orçamento e antes do previsto. E então, depois que o edifício está pronto e é um grande sucesso, todo mundo diz: “Donald, foi uma bela publicidade”, e isso no tempo quando a publicidade não tinha nada a ver com isso!

Meu pai sempre confiou em mim. Ele estava nos negócios há cinquenta anos, mas nunca deixou ninguém na empresa assinar seus cheques, até que comecei a trabalhar com ele. Ele não tinha absolutamente nenhuma dúvida sobre a minha capacidade.

Sua fé me deu uma confiança inabalável. Mesmo quando estava na pior, no início dos anos 1990, quando o mercado imobiliário estava estagnado, eu tinha bilhões em dívidas, Ivana com seus advogados e cem bancos estavam prontos para acabar comigo, meu pai me disse que não tinha absolutamente nenhuma dúvida de que meus negócios ficariam bem. Ele dizia: “Você é um matador. Você é um rei.”

Meu pai nunca quis construir em Manhattan. Ele achava que era muito caro. Ele dizia: “Se posso comprar um terreno por um dólar o metro quadrado no Brooklyn, por que deveria pagar mil dólares por metro quadrado em Manhattan?” Era uma filosofia diferente, mas funcionou para ele.

Eu já trabalhava nos negócios da família há cinco anos quando me mudei para Manhattan. Alguns críticos sugeriram que o meu sucesso é o resultado do dinheiro da família, mas o dinheiro da família não viabilizou meus primeiros projetos na ilha. Foi preciso arrecadar dezenas de milhões de dólares de investidores para esses empreendimentos. Meu pai não me deu dinheiro; me deu conhecimento — um conhecimento que se tornou instintivo para mim.

Quando estava na faculdade, pensei em me tornar um produtor de filmes, mas sempre que conversava com um amigo sobre investimentos imobiliários, ele dizia: “Por que você gostaria de fazer filmes quando já sabe tanto sobre imóveis?”. Então, sim, meu pai foi milionário muitas vezes, mas se ele não tivesse me ensinado a pensar nos negócios, eu jamais teria entrado no clube dos bilionários.

Gostaria de poder dizer-lhe que Mar-a-Lago, é o resort em Palm Beach onde bilionários se reúnem regularmente e onde nos encontramos para analisar nossos portfólios, fazer negócios de sucesso, comer caviar e beber vinho vintage, mas a verdade é que eu não bebo, prefiro comer um bife do que caviar, e conheci apenas cerca de vinte membros do clube ao longo dos anos, muitas vezes no campo de golfe, onde tendemos a falar mais sobre o jogo do que sobre o nosso patrimônio. Ainda assim, estudei colegas bilionários à distância e também li o que outros escreveram sobre nós.

Em um artigo para a Forbes, de Matthew Herper, Robert Baron, psicólogo do Instituto Politécnico Rensselaer, disse que somos persuasivos e temos fortes habilidades sociais — que apelamos ao nosso carisma na hora de fazer uma negociação. No mesmo artigo, Kelly Shaver, professora de psicologia da Universidade William & Mary, disse que não nos importamos com o que as outras pessoas pensam de nós. Ela disse: “Eles ficam felizes em apenas sair e fazer o que estão fazendo”.

Concordo com ela. Meu pai achou que eu era louco por construir em Manhattan, mas não dei ouvidos a ele porque linha minha própria visão. Um dos meus bilionários favoritos é Warren Buffett, que também tem sua própria visão. Ele não participou da histeria da corrida ao ouro da Internet, apesar de ter sido amplamente criticado por continuar sendo um tradicional investidor de valores. Agora, ele mais uma vez parece um gênio. Uma das muitas coisas que admiro em Warren é que, em todos os seus anos como CEO da Berkshire Hathaway, ele nunca vendeu nenhuma parte de suas ações.

Outro estudante de empreendedores de sucesso, Michael Maccoby, psicanalista e consultor, acredita que bilionários como Jeff Bezos, Steve Jobs e Ted Turner são bem-sucedidos em parte porque são narcisistas, que com um foco incansável empregam seus talentos para a realização de seus sonhos, e isso se dá, às vezes, às custas do bem-estar daqueles que estão ao seu redor. O livro de Maccoby, The Productive Narcissist [O narcisista produtivo; trad. livre], argumenta de forma convincente que o narcisismo pode ser uma qualidade útil se você estiver tentando iniciar um negócio. Um narcisista não dá ouvidos aos opositores. Na organização Trump, ouço as pessoas, mas a minha visão é a minha visão.

Em História natural dos ricos, o autor Richard Conniff explicou desta maneira: “Quase todas as personalidades-alfa de sucesso demonstram uma determinação obstinada em impor sua visão ao mundo, uma crença irracional em objetivos absurdos, às vezes chegando à loucura”. Ele cita uma passagem de Michael Lewis sobre o empresário Jim Clark em A nova novidade: uma história do vale do silício: “Ele era o cara que sempre ganhava o jogo da galinha, porque seus oponentes suspeitavam que ele poderia realmente gostar da ideia de sofrer uma colisão frontal.” Duvido que Jim Clark teria gostado dessa colisão, mas o fato de ter convencido as pessoas de que poderia gostar tem muito a ver com seu sucesso.

Aqui estão as dez principais maneiras de pensar como um bilionário:

  1. NÃO TIRE FÉRIAS. De que adianta? Se você não está gostando do seu trabalho, está no emprego errado. Mesmo quando estou jogando golfe, estou fazendo negócios. Eu nunca paro e geralmente estou me divertindo. Agora que meus filhos estão ingressando no negócio da família, estou mais próximo deles do que jamais estive e estou descobrindo que adoro me relacionar com eles, do mesmo modo que meu pai se relacionou comigo — por meio da paixão pelo trabalho bem feito.

    A propósito, eu não sou o único que não tira férias. Meu compatriota na NBC, Jay Leno, trabalha tanto quanto eu, e talvez essa seja uma das razões que o fez ficar no topo nas guerras de audiência entre os programas noturnos.
  2. TENHA UM CURTO PERÍODO DE ATENÇÃO. A maioria das pessoas de sucesso tem muito pouco tempo de atenção. Isso tem muito a ver com a imaginação. Frequentemente, converso com alguém e já sei o que ele vai dizer antes de falar. Depois que as três primeiras palavras saem de sua boca, posso dizer quais serão as próximas quarenta palavras, então tento acelerar o ritmo e seguir adiante. Você pode realizar mais coisas em menos tempo fazendo isso.
  3. NÃO DURMA MAIS DO QUE O NECESSÁRIO. Eu costumo dormir cerca de quatro horas por noite. Estou na cama à 1 da manhã e acordo para ler os jornais às 5 da manhã. É tudo o que preciso e isso me fornece uma vantagem competitiva. Tenho amigos bem-sucedidos que dormem dez horas por noite e pergunto a eles: “Como vocês podem competir contra pessoas como eu se durmo apenas quatro horas por noite?” Isso raramente é possível. Não importa o quão brilhante você seja, não há tempo suficiente durante o dia.

Você pode estar se perguntando: Por que preciso de uma vantagem competitiva? Você não precisa, caso esteja feliz em ser um perdedor na vida. Na História natural dos ricos, Richard Conniff observa que buscar dominância é um comportamento comum entre os magnatas. Mesmo hábitos como fazer mais contato visual em uma conversa podem ser uma indicação de quem busca dominar. Conniff me destaca como um exemplo de alguém que alcança o domínio através da minha aparência, deixando minhas sobrancelhas sem cortes, a fim de intimidar os parceiros de negociação. Fico feliz em notar que ele não comentou nada a respeito do meu cabelo.

  1. NÃO DEPENDA DA TECNOLOGIA. Muito disso é desnecessário e caro. Eu não tenho um computador na minha mesa. Eu não uso interfone. Quando quero alguém no meu escritório, eu grito. Funciona muito melhor que um interfone e é muito mais rápido.

Eu nem tenho cartão de banco — nunca usei um na minha vida. Essa é a parte boa de ser rico: quando vou a restaurantes, raramente tenho que pagar. Geralmente é por conta da casa. A parte triste é que, se eu precisasse do dinheiro, eles me fariam pagar!

Entendo que algumas pessoas apreciem a facilidade de ter um cartão de banco, mas muitos outros dispositivos tecnológicos são completamente desnecessários e atrapalham o contato humano. Se você tem algo importante a dizer, olhe nos olhos da pessoa e diga. E se você não conseguir chegar até lá, pegue o telefone e certifique-se de que ouçam a sinceridade em sua voz. O e-mail é para os fracos.

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