Livro ‘Um Amor de Vigarista’ por Laura Lee Guhrke

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Série Querida Conselheira Amorosa
Os últimos anos não foram fáceis para a srta. Amanda Leighton. Sozinha depois de perder o pai, envolveu-se em um escândalo que lhe custou o cargo de professora e depois ainda precisou fugir da casa em que trabalhava comogovernanta por causa dos avanços impróprios do ex-patrão. Desesperada por um emprego, ela sabe que tem todas as qualificações para o posto de tutora, e não vai deixar que seu gênero a impeça de consegui-lo. Se lorde Kenyon insiste em contratar um homem, Amanda tem apenas uma opção.James St. Clair, o conde de Kenyon, sabe que seus filhos rebeldes precisam de um tutor impetuoso, alguém disposto a colocá-los na linha, e não de uma nova mãe…
Capa comum: 304 páginas  ISBN-10: 6586012457  ISBN-13: 978-6586012453  Dimensões do produto: 22.8 x 15 x 1.6 cm  Editora: Harlequin Books; 1ª Edição (17 agosto 2020)

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Leia trecho do livro

Para minhas colegas escritora; Sophie Jordan e Jennifer Ryan. Este livro não existiria sem vocês. Muito, muito obrigada. Também agradeço a Jacoby Smith, pela ajuda com o latim. Meus profundos agradecimentos.

Capítulo 1

Londres, 1893

— E LÁ SE VAI ela.

Owen St. Cair, de 10 anos, postou-se ao lado do irmão, apoiou os cotovelos no parapeito da janela e pousou o queixo nas mãos enquanto observava a mais recente ex-babá, unia viúva séria e trajada de preto, chamada sra. Hornsby, entrar no coche de aluguel parado junto à calçada lá embaixo.

— A culpa é nossa, você sabe.

— Besteira. — Colin, exatamente dezoito minutos mais velho que o irmão, balançou a cabeça num gesto decidido que desgrenhou ainda mais os cachos rebeldes da cabeleira ruiva. — Não é culpa nossa que Hornsby não goste de sapos.

— Bem, nós que colocamos eles dentro de sua chapeleira. — Owen suspirou enquanto o coche com a sra. Hornsby virava a esquina e sumia de vista. — Três babás em seis meses. Acho que agora acabou, Colin. O papai disse que mais uma babá e ele nos mandaria para Harrow.

Diante da possibilidade medonha de serem mandados para o colégio interno, os gêmeos se viraram, deslizando pela parede até se sentarem no chão, abaixo da janela, enquanto imaginavam o que poderia ser seu futuro imediato.

— Não podemos deixar que o papai nos mande para lá — disse Colin, finalmente. — Ele estaria perdido sem nós. E o que aconteceria com Oscar?

Os dois meninos olharam o gato cinzento sentado no braço de uma poltrona próxima. Eles haviam resgatado o animal de uma árvore do parque, um ano e meio antes. Sonolento, Oscar remexeu o rabo e piscou os olhos verdes, aparentemente alheio ao futuro terrível reservado a seus dois amigos humanos.

— Ele ficará solitário — disse Owen. — O papai está sempre viajando e os criados consideram Oscar inútil, porque não caça ratos. Não gostam dele. Podem se esquecer de alimentar Oscar. Podem até dar ele a alguém.

— Temos que fazer alguma coisa para impedir isso.

— Será que podemos levar ele conosco? Deve ser proibido ter um gato em Harrow, mas…

— Não estou falando de Oscar. — Colin se virou para o irmão. — Estou falando de sermos mandados para o colégio interno. Se convencermos o papai a nos deixar ficar aqui, Oscar não terá com o que se preocupar.

Houve um instante de silêncio, enquanto os dois meninos pensavam no problema.

— Talvez — disse Owen, por fim — nós mesmos possamos encontrar uma nova babá, antes que o papai saiba o que aconteceu. Uma que seja divertida, que a gente goste. E, quando a encontrarmos, apresentaremos a ele como um fato… um fato… como é que se diz?

— Fato consumado — disse Colin, orgulhoso.

— Isso. — Owen assentiu, determinado. — E, se nós já tivermos encontrado alguém, o papai não ficaria tão zangado pela partida da babá Hornsby, não é?

— Talvez não, mas a questão é que… — Colin fez uma pausa, franzindo o rosto sardento, contrariado, como se tivesse chupado limão. — Não queremos outra babá, queremos?

— Não, mas que outra opção nós temos?

— Talvez fosse melhor encontrar o que realmente queremos.

— Você quer dizer… — Owen ficou olhando o irmão com uma expressão ao mesmo tempo empolgada e reticente. — Você não está querendo dizer urna nova mãe, está?

— Por que não? Faz séculos que falamos disso.

— Eu sei, mas…

— Outra babá seria um tédio. A escola seria pior ainda.

— É verdade, mas…

— O papai certamente vai se casar de novo algum dia — interrompeu Colin. — E se ele escolher uma esposa que não goste de nós?

— Seríamos mandados para Harrow na mesma hora. Mas, mesmo assim…

— Se encontrarmos alguém que goste de nós, ela poderá convencer o papai a esquecer essa história de colégio interno.

— Se encontrarmos alguém que goste de nós, ela poderá convencer o papai a esquecer essa história de colégio interno.

— Pode ser — disse Owen, demonstrando claramente sua falta de otimismo com o êxito do plano. —Mas o papai nunca mais vai se casar. Ele já disse isso milhares de vezes.

— Teremos que encontrar uma moça que seja de arrebentar, a ponto de fazê-lo mudar de ideia. E bonita, claro.

— Alguém legal. Que não passe brilhantina em nosso cabelo ou nos dê sermão quando rasgarmos as calças.

Colin assentiu.

— Ela também tem que ser inteligente, como a mamãe era. E precisa gostar de gatos.

Oscar miou bem na hora, como se endossasse esse plano.

— Só tem um problema — apontou Owen. — Como vamos encontrá-la?

— É, essa é a parte complicada.

Os meninos ficaram novamente em silêncio, matutando.

— Poderíamos pôr um anúncio no jornal da tia Clara — disse Owen, depois de um momento. — Os homens estão sempre pondo anúncios no jornal, procurando esposas.

— Cavalheiros não fazem isso, e o papai é um cavalheiro. Espere… Já sei!

Colin se levantou num salto e foi até a escrivaninha, do outro lado da biblioteca. Enquanto o irmão o observava, ele abriu a gaveta do meio, pegou uma folha de papel e fechou novamente a gaveta.

— O que está fazendo? — Owen perguntou curioso, levantando-se e indo até a escrivaninha enquanto o irmão estendia a mão para a caneta-tinteiro que estava no suporte de prata. — Para quem você vai escrever?

— Para quem todos escrevem quando querem resolver um problema? — Colin perguntou, molhando o bico da caneta no tinteiro. — Vou escrever para a Lady Truelove.


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