
Feliz Ano Novo, lançado em 1975 por Rubem Fonseca, reúne contos que retratam com crueza a violência, a marginalidade e a desigualdade social nas grandes cidades brasileiras. Escritos com estilo direto e impactante, os textos expõem o cotidiano de personagens como assaltantes, prostitutas, policiais e miseráveis, revelando um Brasil sombrio e brutal, longe das idealizações oficiais da época. O conto-título, por exemplo, mostra um assalto durante a noite de Ano Novo, símbolo de esperança, transformado em pesadelo. A obra causou forte repercussão, sendo proibida em 1976 pela ditadura sob alegação de “atentar contra a moral e os bons costumes”.
Editora: Nova Fronteira (21 de fevereiro de 2013); Número de páginas: 191 páginas; ASIN: B00BJNEEYK
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Biografia do autor: Rubem Fonseca (1925–2020), contista, romancista e roteirista, foi um dos maiores nomes da literatura brasileira contemporânea. Formado em Direito, atuou na polícia e no setor empresarial antes de se dedicar à escrita. Sua obra é marcada por temas como violência, erotismo e marginalidade urbana, com estilo seco e contundente. Entre seus principais livros estão Feliz Ano Novo (1975), censurado na ditadura, O Cobrador (1979) e Carne Crua (2018), sua última publicação em vida. Recebeu prêmios como o Jabuti, o Camões e o Machado de Assis (ABL). Criou o icônico personagem Mandrake, adaptado para a TV pela HBO.
Resumo: Feliz Ano Novo, de Rubem Fonseca, reúne contos sobre violência e desigualdade. Proibido pela ditadura em 1976, expõe com linguagem crua a face sombria do Brasil ignorada pelo regime militar.