Livro ‘Deixe-me apresentar você!’ por Talitha Pereira

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Deixe-me apresentar você nasceu da experiência da pastora Talitha Pereira em lidar com os problemas mais corriqueiros encontrados por mulheres, com relação à sua própria identidade, aos seus medos, anseios e frustrações. A autora procura desmascarar mentiras arraigadas no consciente e inconsciente feminino que impedem as mulheres de viver uma vida significativa e produtiva tanto do ponto de vista pessoal quanto comunitário. Em Deixe-me apresentar você, você reconhecerá sua força e capacidade, bem como será desafiada a mudar de perspectiva em relação a si mesma e a seu mundo mais íntimo rumo ao crescimento pessoal, familiar, profissional e social...
Editora: Vida Livros; 1ªª Edição (1 maio 2019)  ISBN-10: 8538303945  ISBN-13: 978-8538303947  Páginas: 160 páginas  ASIN: B09BG9N7YT

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Ao lado de seu marido, Pr. Arthur Pereira, a pastora Talitha Pereira lidera a Igreja do Amor em Paulista, Pernambuco, desde 2002. Atualmente, a congregação conta com mais de quatro mil membros, centenas de células espalhadas pelo Estado, 11 pastores auxiliares e três núcleos em diferentes regiões. A Igreja é alicerçada no amor e cuidado de pessoas, no voluntariado e na oração. Talitha nasceu em Recife (PE), e servia em sua igreja local desde a infância. Aos 18 anos, ainda seminarista, aceitou o chamado de Deus para sair de sua cidade natal e dar início a Igreja do Amor em um bairro até então desconhecido por ela. A partir da congregação, que teve início com apenas 7 pessoas e uma bateria de papelão, uma nova cultura baseada em princípios do céu começou a ser implantada e uma revolução de amor teve início. Em 2016, Talitha e Arthur lançaram o devocional “365 Dias Para Amar”, com reflexões diárias de fé, esperança e, claro, amor. Autora de mais dois livros, “É Possível Amar” e o lançamento “Deixe-me apresentar você”, pela Editora Vida. Talitha é casada com Arthur há 14 anos e é mãe de três princesas, Sarah, Laura e Helena.

Leia trecho do livro

Apresentação

Deixe-me apresentar você nasceu da experiência da pastora Talitha Pereira em lidar com os problemas mais corriqueiros encontrados por nós, mulheres, com relação à nossa própria identidade, aos nossos medos, anseios e frustrações. A autora procura desmascarar mentiras arraigadas no consciente e inconsciente feminino que impedem as mulheres de viver uma vida significativa e produtiva tanto do ponto de vista pessoal quanto comunitário.

Em Deixe-me apresentar você, a mulher leitora reconhecerá sua força e capacidade, bem como será desafiada a mudar de perspectiva em relação a si mesma e a seu mundo mais íntimo rumo ao crescimento pessoal, familiar, profissional e social. Fruto de diversas palestras e conferências, estudo e formação acadêmica, a experiência da autora é comprovadamente reconhecida por um amplo público de todas as idades. Cara leitora, comece hoje a conhecer o seu potencial!

Equipe Editora Vida

Prefácio

Em sua primeira carta, o apóstolo Pedro instrui os maridos quanto à maneira como devem tratar suas esposas:

“Do mesmo modo vocês, maridos, sejam sábios no convívio com suas mulheres e tratem-nas com honra, como parte mais frágil e co-herdeiras do dom da graça da vida, de forma que não sejam interrompidas as suas orações” (1Pedro 3.7).

Ocasionalmente, tenho sido questionada ou tenho presenciado discussões quanto ao fato de a mulher ser “parte mais frágil”. Inconformadas, algumas discordam veementemente da afirmação de Pedro, ignorando inclusive a seriedade e beleza do restante do texto. Tal reação diante do texto bíblico me levou a refletir demoradamente sobre o tema; afinal, somos tão fortes! O mesmo verso afirma que somos “co-herdeiras do dom da graça da vida”, fazendo alusão à gestação. Nosso corpo se abre e se modifica para acolher e acomodar o crescimento de outro ser humano; entre dores agudas o damos à luz; nossos seios explodem em leite para nutrir, de alimento e afeto, o bebê que transforma tudo ao redor com sua chegada. Para quem já passou por esse processo, é difícil entender como frágil a mulher, designada pelo próprio Deus, para vivenciar tal experiência. Entretanto, se observarmos alguns aspectos emocionais, a mulher comumente se revela mais vulnerável. Fico observando como os homens costumam ser pragmáticos, objetivos e mais “leves” no que diz respeito à própria aparência, por exemplo. Muitos, dependendo do nível de intimidade, disparam uns contra os outros palavras cruéis em forma de brincadeira: “Ainda bem que seu filho se parece com a mãe”, “Cara, e essa barriga?”, “Velho, onde foi parar seu cabelo?”. Os comentários ácidos, seguidos de gargalhadas, se transformam em apreciação imediatamente após a despedida: “Esse cara é gente boa demais!”.

É impossível as mesmas palavras serem trocadas entre mulheres sem causar danos consideráveis. Vivemos buscando um modelo inatingível de beleza e, motivadas pela insatisfação, nos autossabotamos. Não raro, nós nos comparamos a outras mulheres. Além disso, temos dificuldade em elogiar e receber elogios. Sob esse aspecto, o apóstolo Pedro tem toda a razão em sua afirmação de que somos a parte mais frágil. Ouvimos ao longo da vida tantas mentiras sobre nós mesmas que passamos a acreditar nelas como se fossem verdades. Enfrentamos imposições e cobranças absurdas, o que gera pensamentos destrutivos. Isso não significa que estamos fadadas a permanecer como vítimas da nossa vulnerabilidade; pelo contrário, podemos avançar rumo ao fortalecimento da nossa identidade e do nosso propósito que fluem de um relacionamento íntimo e pessoal com o Criador. Assim como Deus ordenou ao homem amar e tratar com dignidade sua mulher, ele mesmo disponibiliza, por meio de seu incomparável amor e graça, tudo de que necessitamos como mulheres, para viver em plenitude, desfrutando de todas as nossas potencialidades, absolutamente conscientes de nossa singularidade e de nosso valor. Você é única! Com uma abordagem bíblica, leve e consistente, minha querida amiga Talitha Pereira, em Deixe-me apresentar você, nos conduz com sabedoria a uma nova perspectiva sobre nós mesmas. Provocando reflexões profundas, a autora desmascara, com mestria, as mentiras bem contadas em nossos dias e nos eleva à verdade libertadora do autoconhecimento e de quem verdadeiramente fomos criadas para ser. Desfrute a leitura, permita que sua visão seja ampliada e que uma nova atitude seja gerada em você.

Com carinho,

— Helena Tannure,
conferencista internacional,
escritora, apresentadora,
professora e cantora.

Em um mundo de mentiras contadas repetidas vezes, a ponto de se tornarem “verdades” aos olhos humanos, encare este livro como uma apresentação real de você mesma. Creio que Deus está levantando uma geração de mulheres que receberam uma revelação poderosamente simples sobre a sua identidade. A partir do momento em que as escamas caírem de seus olhos e sua visão for aberta, ninguém mais pode segurar você, minha amiga!

Saiba quem você é

Quando Mefibosete, filho de Jônatas e neto de Saul, compareceu diante de Davi, prostrou-se, rosto em terra. “Mefibosete?”, perguntou Davi. Ele respondeu: “Sim, sou teu servo”. “Não tenha medo”, disse-lhe Davi, “pois é certo que eu o tratarei com bondade por causa de minha amizade com Jônatas, seu pai. Vou devolver-lhe todas as terras que pertenciam a seu avô Saul; e você comerá sempre à minha mesa”.

Mefibosete prostrou-se e disse: “Quem é o teu servo, para que te preocupes com um cão morto como eu?”.

2Samuel 9.6-8

A Bíblia nos fala sobre a história de Mefibosete, neto do rei Saul e filho de Jônatas. Em determinado momento, Davi desejava abençoar alguém da família de Saul por tamanho amor que tinha por Jônatas. Ele procurou saber se ainda existia alguém daquela família a quem pudesse demonstrar bondade. Um de seus servos relatou que Mefibosete estava vivo e morava numa cidade chamada Lo-debar.

O nome “Lo-debar” significa “lugar sem pastagens”, “lugar de miséria”, “lugar de esquecimento”. Pense comigo: Por que o neto de um rei estaria vivendo em um lugar assim? Por que ele não foi até o palácio para reivindicar seus direitos e privilégios como herdeiro do rei Saul, sem mencionar os seus direitos e privilégios como filho de Jônatas, que tinha uma aliança com o rei Davi?

Segundo as leis em Israel naquela época, quando duas pessoas faziam uma aliança, tudo o que cada uma delas possuía era colocado à disposição da outra. Elas teriam que ajudar uma à outra e até lutar uma pela outra. A aliança se estendia por gerações, para filhos e herdeiros, mas Mefibosete, filho e herdeiro de Jônatas, estava vivendo na pobreza. Por quê? Porque ele tinha um problema de identidade! Ainda que soubesse de onde tinha vindo, quem era sua família, ele não conhecia o poder de aceitar a própria identidade.

Anos antes, quando Mefibosete ainda era um bebê, chegou ao palácio a notícia assustadora de que Saul e Jônatas haviam sido mortos em combate. Ouvindo isso, sua ama fugiu com ele nos braços, temendo que Davi pudesse usar o menino para se vingar da maneira como havia sido tratado pelo rei Saul. Durante a fuga, a babá deixou Mefibosete cair; por causa disso, ele ficou aleijado.

Sua autoimagem tem o poder de
determinar o seu destino!

Desde então, Mefibosete achava que era “ imperfeito”, “danificado”, “problemático” demais para a realeza. Ele pensava que nunca seria aceito por causa de sua imperfeição. Muitas vezes, nós nos sentimos assim. Acreditamos que não seremos aceitos apenas por quem somos, com nossas características e todos os defeitos que fazem parte da nossa vida. Gostaríamos que o contrato de sermos nós mesmas incluísse apenas as qualidades; assim, seríamos aceitáveis. “Afinal, como alguém tão imperfeito pode fazer parte da realeza de um Deus perfeito?”, pensamos.

Mas o que eu quero que você entenda é que nenhum defeito é capaz de mudar o sangue real que corre em suas veias! É hereditário! Assim que você nasce, recebe na hora! Sua autoimagem tem o poder de determinar o seu destino. A maneira como você se enxerga é essencial para definir o caminho que será trilhado.

Quando Davi mandou chamar Mefibosete, este se prostrou diante do rei e demonstrou medo. Davi disse a ele para não temer, porque o rei apenas queria usar de bondade com o rapaz. Mefibosete, porém, respondeu que não era nada mais que um cão morto. Isso é o ápice de uma autoimagem negativa e destruída. Em vez de se ver como herdeiro do legado de seu pai e de seu avô, ele se sentia como alguém que seria rejeitado para sempre por sua imperfeição.

Quando estamos nessa condição de olharmos para nós mesmas apenas como imperfeitas, só conseguimos olhar para o que está errado em nós, e não olhamos para o que está certo em Jesus, ele que é perfeito. O medo de não ser aceito e a vergonha por ter de lidar com as nossas imperfeições produzem uma vida amarga e infeliz. É como se tivéssemos sido libertas de uma escravidão eterna por Jesus, mas continuássemos vivendo como escravas. Acabamos nos esquecendo que ele levou nossa inadequação e nos deu em troca a sua justiça.

Você precisa compreender sua verdadeira identidade. É verdade que, para a maioria das pessoas, esse processo não é naturalmente vivido ou aprendido desde a infância. Pelo contrário, passamos a maior parte da vida aprendendo a rejeitar a nós mesmas e a olhar minuciosamente para cada defeito que temos. A rejeição que já sofremos, e o medo de sofrer outras, não transforma, apenas multiplica os problemas. Quando, porém, há aceitação da nossa identidade, podemos encarar a realidade e, depois de tê-la encarado, começamos a lidar com ela.

Eu não conheço a sua história, é verdade. Mas uma coisa eu sei: se você possui uma autoimagem deturpada, provavelmente alguma figura de autoridade na sua vida sempre escancarava seus pontos fracos, fazia comparações sobre você ou a fazia passar por situações de profundo julgamento, desencorajamento e vergonha. Como ninguém (ou quase ninguém) enaltecia suas qualidades, você passou a ter uma visão distorcida de si mesma.

Preste muita atenção agora: Temos que compreender que somos maravilhosas porque Deus nos fez assim! O Criador do mundo simplesmente não consegue fazer nada “mais ou menos”. O Autor da vida não estava no meio da sua criação quando cansou e decidiu terminar de qualquer jeito. Pelo contrário! Ele não descansou até criar uma obra absolutamente memorável, admirável e encantadora. Se você não acredita que é uma obra-prima é porque, na realidade, ainda não sabe quem é. Benjamin Franklin disse: “Existem três coisas extremamente duras: o aço, o diamante e conhecer a si mesmo”. É verdade. O processo de autoconhecimento é longo e duro. Mas é nessa jornada completamente transformadora que você deve se lançar se deseja ter uma vida de plenitude.

No processo entre tentar agradar a todas as pessoas que conhecemos e atender às nossas próprias necessidades, nós nos perdemos de nós mesmas e da vontade de Deus. Investimos todas as energias que temos e, no final do dia, após falharmos (porque é humanamente impossível atender a essas expectativas irreais), nós nos sentimos culpadas, frustradas e infelizes.

Este é o tempo para o autoconhecimento! Este é o tempo da transformação! Então, gostaria que você refletisse sobre algumas coisas:

• Para quem você está vivendo?
• Por que você está fazendo o que faz?
• Será que você se tornou alguém que vive para agradar às pessoas?
• O que você realmente quer fazer da sua vida?
• Você já teve a sensação de que nunca seria tudo que os outros querem que você seja?

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