Livro ‘Notas para um Naufrágio’ por Davide Enia

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São inúmeros os ecos do mar, incontáveis as suas aparições na literatura e nas artes desde o início dos tempos, e com elas as suas representações. O ator, dramaturgo e escritor italiano Davide Enia contribui com esse infindável inventário em Notas para um naufrágio, misturando a escrita documental e investigativa com a memória autobiográfica para registrar na história do mundo a tragédia ocorrida em 2013 na ilha siciliana de Lampedusa: o naufrágio de um barco que fazia o transporte de imigrantes da Eritreia, Somália e Gana, partindo da Líbia rumo à Europa, que resultou em mais de trezentos e cinquenta mortos. Em diversas visitas ao local o autor recolhe as versões de moradores...
Editora: ‎Editora Âyiné; 1ª edição (17 setembro 2021)  Páginas:‎ 259 páginas  ISBN-13: 978-6586683721  Dimensões: 14 x 2 x 20 cm

São inúmeros os ecos do mar, incontáveis as suas aparições na literatura e nas artes desde o início dos tempos, e com elas as suas representações. O ator, dramaturgo e escritor italiano Davide Enia contribui com esse infindável inventário em Notas para um naufrágio, misturando a escrita documental e investigativa com a memória autobiográfica para registrar na história do mundo a tragédia ocorrida em 2013 na ilha siciliana de Lampedusa: o naufrágio de um barco que fazia o transporte de imigrantes da Eritreia, Somália e Gana, partindo da Líbia rumo à Europa, que resultou em mais de trezentos e cinquenta mortos. Em diversas visitas ao local o autor recolhe as versões de moradores, mergulhadores, médicos, membros da Guarda Costeira italiana e sobreviventes das travessias, personagens que tiveram a sua participação naquela ocasião ― e em outras muitas, pois “os barcos não param de chegar” ―, ao mesmo tempo que revisita e reconstrói a rota de suas próprias relações familiares, que apontam um drama iminente. Nas águas que circundam Lampedusa estão as histórias de sofrimento, luto e alegria pelas quais Enia navega, alternando registros alheios e próprios em busca de um porto para ancorar ― acaba construindo-o ele mesmo, nestas páginas que o leitor tem em mãos.


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