Descobrindo o Prazer: Ilimitados – Livro de Jussara Leal

Descobrindo o Prazer: Ilimitados - Livro de Jussara Leal

Trecho do livro

Esse não é um conto de fadas. Contrariando os clichês de CEO’s, Maria Flor e Joseph Vincenzo vem para mostrar um lado não tão bonito de um relacionamento, em uma trama que envolve descobertas, superação e toda a problemática que pode acontecer em um casamento. Se não gosta de casais que desafiam a compreensão, não é recomendado ler este livro.

O livro pode ser lido de forma independente.

Descobrindo o Prazer: Ilimitados - Livro de Jussara Leal

É muito bom ser vida louca.

Essa é a frase que minha avó sempre disse e diz até hoje. Essa é a frase que eu carrego desde a minha infância, como um lema de vida. E essa maldita frase faz todo sentido desde que conheci o meu babá, o homem que eu amo provocar e testar os limites: Joseph Víncenzo.

Nossa “relação” começou quando me mudei para a Califórnia e descobri que ele era uma mistura de babá, guarda-costas e “pai”. Todos os dias tento entender de onde meu pai tirou a ideia maluca de colocar um homem daquele porte para cuidar de mim.

Desde que vi Joseph Vincenzo pela primeira vez, adquiri uma espécie de obsessão maldita, um desejo capaz de nublar toda a minha racionalidade e um fogo avassalador. Nossa relação começou no estilo gato e rato; vivíamos brigando, e, acredite, todas as brigas serviam para aquecer ainda mais o que já era quente.

“— Eu tenho trinta e um anos de idade. Não brinque comigo, Maria Flor. Não pense que estou feliz com a merda que seu pai jogou sobre mim. Na verdade, foi a pior coisa que aconteceu em toda minha vida! Você não passa de uma criança inconsequente e mimada, que se acha foda e inalcançável — esbraveja.

— Inalcançável eu não concordo. Na verdade, você pode me alcançar a hora que quiser, papai. Agora, inconsequente e mimada… Isso é algo grave, realmente. O que acha de me ensinar algumas lições? Eu adoraria receber umas palmadas na bunda e ser castigada pelo seu pau… Na verdade, acho que estou merecendo, papai.”

Desde quando o chamei de “papai” pela primeira vez, as coisas pioraram bastante. Parece que essa palavrinha desperta um monstro dentro dele e eu amo isso com todas as forças. Nasci para provocá-lo.

A pior coisa que poderia acontecer a Joseph Víncenzo, na verdade, não foi ser designado a ser meu babá. Foi eu ter passado de primeira na prova que garantiu uma vaga de estágio da Vincenzo Construtora. Sim, Joseph Víncenzo é um dos homens mais ricos do mundo e dono da maior construtora dos Estados Unidos. Vincenzo Construtora é conhecida mundialmente, o homem é rico de uma maneira que nem sabe calcular quanto possui de bens. E não é à toa que minha avó Mari o apelidou como “Tudão”. Ele é um tudão em todos os mais diversos sentidos, costumamos brincar que Joseph é o dono do mundo, o dono da porra toda.

Foi incrível vê-lo vencendo as barreiras, deixando o muro de proteção cair por mim. Ele, que costumava ser solteiro convicto e não se apegava a qualquer mulher, caiu na minha teia de uma forma insana pra caralho. Aliás, insanidade é a palavra que nos define.

Joseph tem um filho, fruto do famoso golpe da barriga, e é o melhor pai que eu já conheci. Porém, esse golpe, apenas piorou ainda mais a desconfiança dele. Ele ficou um longo período acreditando que todas as pessoas que se aproximavam dele era por puro interesse. E foi surpreendido quando descobriu que meu único interesse era perder a virgindade com ele e me esbaldar com seu corpo e seus beijos. NINGUÉM BEIJA MELHOR QUE ESSE HOMEM, e olha que já beijei muitas bocas.

Eu era o tipo de garota que não prestava muito. Queria curtir a vida, pegar todos os garotos mais bonitos. Me mantive virgem por questão de não banalizar a minha virgindade. Desde que descobri sobre o sexo, infiltrei em minha cabeça que só faria sexo com alguém que despertasse meu desejo ao máximo, um homem com potencial de destruir a minha sanidade na cama. E, posso dizer com segurança, que a espera valeu a pena.

Perdi a minha virgindade com Joseph em Las Vegas.

Por eu ser muito “vida louca”, ele acreditava que eu possuía uma experiência absurda em sexo, e foi surpreendido quando descobriu que havia uma pequena barreira entre nós. Sim, eu deixei para contar a ele na hora H, e quase não aconteceu.

Joseph quis desistir, parece que essa barreira o fez acordar e ver que não era apenas um hímen; havia meu pai e a amizade deles. Mas, felizmente, após ver a frustração que causou em mim e após eu ameaçá-lo dizendo que estava indo dar para o primeiro cara que encontrasse, ele voltou atrás e me deu tudo que sempre sonhei. Sexo com Joseph Vincenzo é épico. Ele é voraz, bruto, tem uma cara de selvagem completo e parece uma máquina de foder. Desde aquela noite, viciamos um no outro e ele não me deixou mais ir.

Meu pai quase morreu quando descobriu. Ele e Joseph protagonizaram uma das maiores brigas que já vi na vida. Mas, no final, o amor venceu e senhor Bernardo foi capaz de aceitar e apoiar a nossa relação.

Então, o terceiro passo foi conhecer Mathew, o filho de Joseph. Como se fosse de outras vidas, nos apegamos no mesmo instante em que nos conhecemos e não nos desgrudamos nunca mais. A mãe dele, era uma cadela da pior espécie, maltratava o garoto e deixava nítido que só queria dinheiro. Joseph, após se dar conta dos maus tratos com a criança, lutou mais forte e conseguiu a guarda do filho. Mas, a vida tinha outros planos. Em um Natal, na ilha dos meus avós no Brasil, recebemos a notícia da morte da mãe de Mathew no mesmo dia em que ele me chamou de mãe pela primeira vez.

Mathew me escolheu para ser sua mãe, e eu honro isso desde o dia em que o conheci, mesmo antes dessas palavrinhas mágicas saírem de sua boca.

Mas, nem tudo são flores. O início da minha relação com Joseph não foi bonita o tempo todo. Heitor, meu irmão, se apaixonou perdidamente por uma delegada recém-separada, e não contávamos que ela tinha um ex-marido perseguidor. Milena sofria violência doméstica e o ex-marido dela usava o poder de ser xerife para passar impune e para torturá-la. Acabou sobrando para mim. Para se vingar de Milena, ele me sequestrou, me bateu e foi por muito pouco que não fui estuprada. Isso me causou danos irreparáveis, lembranças ruins que carregarei comigo até o último dos meus dias.

Desde aquele dia tenho acompanhamento psicológico intensivo. Aquela situação mudou minha vida e tirou um pouco da impulsividade que eu tinha. Joseph, juntamente com toda a minha família, entraram na guerra e o imbecil encontra-se devidamente preso, graças a Deus. Milena não teve a mesma sorte que eu, ele foi até o fim com ela, e não apenas uma vez. Ela foi obrigada a manter relações sexuais com aquele monstro, até Heitor perceber que havia algo errado e salvá-la. Felizmente, hoje ela é uma mulher feliz, que faz acompanhamento psicológico e que superou as dificuldades da forma mais linda. Heitor a enlouquece diariamente e eles são o verdadeiro par perfeito.

Aliás, a Califórnia foi uma boa escolha para nós. Heitor, Arthurzinho, Isis e eu… Todos nós encontramos o amor nesse lugar. Viemos com um propósito que foi derrubado logo quando batemos os olhos em nossos respectivos companheiros.

E, adivinhe? Como se tivéssemos combinado, eu, Melissa, Milena e Isis estamos grávidas (com diferença apenas de meses). Logo traremos ao mundo a geração californiana dos Albuquerque’s e estamos muito felizes!

Nem só de loucura vive uma família.

Eu e Joseph começamos de modo torto e aos poucos temos alinhado nossas vidas. E, apesar da minha pouca idade, o surpreendo diariamente com o excesso de maturidade, adquirido graças à educação que meus pais me deram.

E é assim que tudo começou… Agora você verá como é a nossa relação no dia a dia.

Preparada para descobrir o prazer?

Descobrindo o Prazer: Ilimitados - Livro de Jussara Leal

INTRODUÇÃO À HISTÓRIA PELOS OLHOS DE JOSEPH VINCENZO

A minha história começou há pouco tempo; quando recebi uma ligação de um amigo brasileiro informando que sua filha, de dezenove anos de idade, estava se mudando para a Los Angeles – Califórnia. Achei interessante a mudança. O ensino das universidades daqui é muito bom. Até achei estranha a tal ligação por que, sinceramente? Que porra eu tinha a ver com o fato da filha dele estar mudando para Los Angeles? Absolutamente nada. Foi então que veio um pedido, bastante inusitado por sinal. Por uma chamada de vídeo, com o semblante carregado de seriedade e preocupação, ele pediu que eu cuidasse da filha dele de longe, que mantivesse meus olhos sobre a garota, porque ela era um tanto quanto arisca e inconsequente, logo, ele temia pela “sobrevivência” dela. Como um bom amigo, eu disse a ele que poderia ficar despreocupado, que o ajudaria no que fosse necessário.

Não imaginava que cuidar dela seria o maior desafio da minha vida.

Há algumas coisas que Maria Flor não sabe, mas eu contarei agora.

A primeira coisa que fiz, após aceitar o pedido desesperado de Bernardo, foi comprar uma casa próxima a minha, onde eu pudesse manter meus olhos sobre a garota e pelo fato de ser um bairro devidamente seguro. A segunda coisa, foi organizar toda a documentação dela na universidade. Surpreendentemente, ela já havia feito uma prova on-line e garantido sua vaga. A terceira foi mobiliar o local com toda infraestrutura necessária para recebê-la.

Bernardo me pediu encarecidamente para que não me aproximasse dela, que fosse uma espécie de anjo da guarda, bem oculto, pelo fato dela ser arisca e a possibilidade da garota se rebelar quando descobrisse que havia alguém acompanhando seus passos. Então, foi a distância que comecei a cuidar da “menina”.

Ele se referia a ela apenas como Maria Florzinha, por esse motivo, na minha mente já tinha toda uma imagem da garota montada. Eu a via como uma jovenzinha, bem criança, magrinha, levemente inocente. Bernardo, por algum motivo, não me mostrava foto de sua filha. Mas, no dia de sua chegada, ele me mandou uma mensagem informando o seu voo, disse que ela viria com uma prima e que uma das duas estariam segurando uma plaquinha com o nome do motorista que contratei para buscá-las. E, assim foi feito. De longe, eu fiquei aguardando o avião pousar, então centenas de pessoas desceram do mesmo. Eu passei alguns longos minutos procurando adolescentes, porque era essa imagem que eu havia montado em meu cérebro. Não havia uma adolescente sequer e aquilo começou a me preocupar. Foi quando eu vi duas mulheres; uma delas tinha os olhos mais azuis que eu já vi na vida. Era devidamente pequena, parecia uma princesa ou algo assim. A outra garota era um mulherão. Eu me lembro quando vi seu rosto pela primeira vez, e, eu juro, nunca havia visto nada igual em toda a minha existência. Totalmente simétrico, a pele dela em de um bronzeado que parecia natural, dona de um olhar tão expressivo e perfeito. Então ela falou algo com sua amiga e sorriu. E, quando ela sorriu, eu disse um “puta que pariu” em alto e bom som. O sorriso dela, sem dúvidas era seu cartão postal. Do pescoço para cima, estava decretado, aquela era a mulher mais linda que eu já tinha visto; e olha que eu sempre tive muito bom gosto para mulheres, sempre estive rodeado das mais belas.

Não satisfeito com o rosto perfeito, a curiosidade venceu e desci meu olhar para o corpo da garota. Foi então que percebi que aquela diante de mim era a personificação da mulher perfeita para o meu gosto. Seios devidamente grandes, uma cintura fina, pernas grossas e quadris largos. Eu disse meu segundo “puta que pariu” em alto bom som. Geralmente, naquela época, eu não em homem de babar em mulheres, pelo simples fato de tê-las fácil demais. Mas aquela garota teve o poder de me tirar todo o fôlego. Depois de alguns minutos, virei meu olhar para a garota que eu achava ser Maria Flor. Não posso mentir, ela era linda pra caralho também, mas era no modo mais menininha. A garota dos olhos azuis saiu para ir buscar algo e a morena gritou: Isis! E a tal Isis me deu logo uma punhalada no peito quando gritou de volta Maria Flor. Naquele minuto eu ri de mim mesmo. Maria Flor não tinha absolutamente nada de uma garota de dezenove anos como eu esperava. Contrariando minhas expectativas, era altamente evoluída fisicamente. Maria Flor era um mulherão com uma capacidade absurda de destruir um cidadão com apenas um sorriso. Aquilo ali não tinha nada de “inha”. Foi ali que declarei minha falência para outras mulheres, por mais que eu soubesse que ela em o fruto proibido, minha mente e meu corpo não queriam entender.

Eu passei bons meses a seguindo e me torturando a cada vez que a via com outro homem. Era terrível o bastante, mas eu seguia tanto os seus passos, que sabia que ela não estava transando com qualquer um deles. Foi então que ela começou a namorar com um idiota e esse idiota dormia na casa dela ocasionalmente. Eu tinha uma vontade tão grande de socá-lo, mas tinha que resistir. A tal Florzinha nem mesmo sabia da minha existência e aquilo me deixava com um mal humor filho da puta. Foi nas férias que tudo mudou. Bernardo veio visitá-la e ela nos pegou em flagrante, quando eu passava um relatório completo sobre cada um de seus passos, omitindo o fato dela levar um garoto idiota para casa. Nem me pergunte o motivo pelo qual eu fiz aquilo, mas tive o instinto de preservá-la. Eu me lembro a forma como ela me olhou. Mas, antes de dirigir o olhar a mim, deu um belo show com seu pai e até chorou, fazendo jus a sua idade e a rebeldia. Só naquele momento consegui ter um acesso de realidade em relação à sua idade. Ainda assim, se ela fosse minha naquele dia, eu teria dado umas boas palmadas em sua bunda, mas ela não era, então apenas fiquei de espectador. Quando parou de dar o show, seus olhos encontraram os meus e imediatamente ela limpou o rosto. Então, fui surpreendido quando fez comigo o mesmo que eu havia feito com ela no aeroporto; uma vistoria completa, da cabeça até os pés, demorando um pouco mais em minha virilha. Ela fez uma série de perguntas sobre mim ao seu pai e eu fiquei calado, observando a troca entre pai e filha.

O inferno começou quando Bernardo foi embora para o Brasil. A garota já tinha informações o bastante sobre mim e acabou copiando minhas tendências perseguidoras. Onde eu a seguia, ela me encontrava e falava todos os tipos de perversão possíveis. Primeiro, ela me ofendia, para então me dar todas as cantadas absurdas. Maria Flor mexia tanto com meus nervos, que até mesmo houve vezes em que desisti de espioná-la apenas para fugir da tentação. Eu posso dizer que fui forte pra caralho durante um período longo, mas desde que apliquei a prova de estágio a ela, as coisas começaram a mudar, porque eu apenas não aguentava mais resistir. A garota parecia fixada no meu pau, e isso não é uma brincadeira. Eu a pegava encarando descaradamente e ela fazia questão de deixar em evidência.

Então, uma certa noite, a encontrei em uma boate e a garota começou a me chamar de papai e babá. Já estava por um fio do auto controle. A cada vez que ela dizia “papai” eu tinha vontade de rasgar sua roupa e me enterrar dentro dela de forma irracional, como um selvagem, porque sabia que ela fazia para me irritar, para despertar a minha fúria, para pontuar que eu era bem mais velho e estava agindo como um pai protetor. E foi em uma situação dessa que demos nosso primeiro beijo, e não foi nada delicado, eu iria fodê-la contra meu carro e tive que me controlar novamente. Até o pai dela inventar uma viagem para Las Vegas, que naquela época pareceu uma maldição completa. Viajar com a tentação era algo absurdo.

Logo dentro do avião ela começou a agir, tentei fugir, mas ela me encontrou no banheiro, onde a peguei de uma forma insana, mais uma vez. Eu estava indo fodê-la quando uma voz irrompeu pelo sistema de som informando nosso pouso. Eu deveria ter interpretado como um sinal, mas, ao contrário disso, assim que chegamos no hotel tive a excelente ideia de dar a ela o cartão de acesso ao meu quarto. E, audaciosa que só, Maria Flor não perdeu tempo em surgir nele. A garota, que não possuía nada de garota, dizia que queria me dar o tempo inteiro e eu tentava fingir que aquilo não me deixava insano. Eu achei que transando com ela, suas investidas cessariam e eu conseguiria ter sossego na vida, pelo fato de ter provado um pouco do que tanto ansiava. Mas, para a minha surpresa, a pessoa que eu tanto ansiava e achava ter uma vida sexualmente ativa devido a toda tortura e as palavras sujas que dizia (do estilo “eu quero bruto”), era VIRGEM. Eu juro que pensei em desistir, mas desistir do que eu mais queria na vida não era uma opção.

Há uma coisa sobre mim que todas as pessoas precisam saber: eu, Joseph Vincenzo, não desisto, não temo e não fujo de qualquer desafio.

Os sinais sobre a inexperiência sexual começaram assim que a coloquei sobre a cama. Ela se tornou tensa, tímida, começou a pedir para que eu apagasse as luzes, começou a agir da única maneira que eu não esperava. Fui paciente e então dei o passo principal. Quando empurrei meu pau levemente para dentro dela, havia ali um impedimento e foi a maior surpresa de toda a minha vida. Ela insistia em dizer que era só uma virgindade, como se aquilo não significasse nada. Mas, significava tanto, que ela, com todo fogo que possui, se guardou e esperou para ter a primeira relação sexual com um parceiro que acreditava ser potencial. Eu quis fugir por Bernardo, quis fugir por mim e por ela. Aí você me pergunta, por que quis fugir por ela? Porque eu estava tão louco, obcecado e desesperado, que temia fazer algum estrago nela, tamanha voracidade e fome. E foi assim que aconteceu. Eu não aguentei deixá-la sair e as coisas fugiram do controle.

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