
Nikola Tesla foi um inventor, físico, engenheiro mecânico, engenheiro elétrico e visionário sérvio, reconhecido como um dos grandes gênios do século 20, ao lado de nomes como Einstein. Entre outras curiosidades e feitos, Tesla nos conta sobre suas visões, que o incomodavam na infância mas que acabaram sendo úteis em sua carreira e sobre sua notável capacidade de desenvolver um projeto completo e inovador apenas mentalmente, sem o uso de qualquer tipo de anotação. A autobiografia deste notável inventor e engenheiro elétrico, responsável por revolucionárias invenções no campo do eletromagnetismo, além de mostrar o ser humano por trás do gênio, revela como seu legado de patentes e sua obra teórica formaram a base dos modernos sistemas de eletricidade de corrente alternada que tanto contribuíram para o desenvolvimento da Segunda Revolução Industrial.
Número de páginas: 102 páginas; Editora: Lebooks Editora; Edição: 1 (4 de abril de 2018); ISBN: 9788583862086; ASIN: B07BZ1J63X
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Sobre o autor: Nikola Tesla (em sérvio: Никола Тесла; pronunciação sérvia: [nǐkola têsla]; Smiljan, Império Austríaco, 10 de julho de 1856 — Nova Iorque, 7 de janeiro de 1943) foi um inventor, engenheiro eletrotécnico e engenheiro mecânico sérvio, mais conhecido por suas contribuições ao projeto do moderno sistema de fornecimento de eletricidade em corrente alternada (CA). Nascido e criado no Império Austríaco, Tesla estudou engenharia e física na década de 1870 sem se formar, e ganhou experiência prática no início da década de 1880 trabalhando em telefonia e na Continental Edison, na nova indústria de energia elétrica. Em 1884, emigrou para os Estados Unidos e se naturalizou cidadão americano.
Leia trecho do livro
“…no futuro será possível para as nações lutar sem exércitos, navios e armas de fogo convencionais, mas com equipamento bélico muito mais terrível, com uma ação destrutiva e alcance praticamente ilimitado. Qualquer cidade, a qualquer distância, seja qual for o inimigo, poderá ser destruída por ele e nenhum poder na terra poderá impedi-lo de fazer.”

Nikola Tesla
APRESENTAÇÃO:
O autor
Nikola Tesla (10 de julho de 1856 – 7 de janeiro de 1943) foi um inventor, físico, engenheiro mecânico, engenheiro elétrico e visionário sérvio. Ele é mais conhecido por suas contribuições para o moderno sistema de alimentação elétrica de corrente alternada (CA). As patentes de Tesla e o trabalho teórico ajudaram a formar a base da comunicação sem fio e rádio. Seus muitos desenvolvimentos revolucionários no campo do eletromagnetismo foram baseados nas teorias de Michael Faraday sobre tecnologia eletromagnética. Nascido de pais sérvios na aldeia de Smiljan (agora na Croácia), Tesla foi cidadão do Império Austríaco por nascimento e mais tarde tornou-se um cidadão americano. Por causa de sua demonstração em 1894 de comunicação sem fio de curto alcance através do rádio e suas contribuições para o desenvolvimento de corrente alternada, o sistema de sucesso na “Guerra das Correntes”, ele é amplamente respeitado como um dos maiores engenheiros elétricos que trabalharam em América.
Ele foi pioneiro na engenharia elétrica moderna e fez inúmeras descobertas inovadoras. Nos Estados Unidos durante esse tempo, a fama de Tesla rivalizou com a de qualquer outro inventor ou cientista da história ou da cultura popular. Tesla demonstrou transferência de energia sem fio para alimentar dispositivos eletrônicos em 1891 e aspirava a alcançar a transmissão sem fio intercontinental de energia industrial em seu projeto inacabado Wardenclyffe Tower. Na década de 1930, no final de sua vida, Tesla tornou-se recluso, vivendo sozinho em um quarto de hotel da cidade de Nova York e só ocasionalmente fazia declarações à imprensa.
Por causa de seus pronunciamentos e da natureza de seu trabalho ao longo dos anos, Tesla ganhou reputação na cultura popular como o “cientista louco” arquetípico. Ele morreu sem dinheiro e em dívida em 7 de janeiro de 1943. Seu trabalho caiu em relativa obscuridade após sua morte, mas em 1960, em homenagem a Nikola Tesla, a Conferência Geral sobre Pesos e Medidas para o Sistema Internacional de Unidades dedicou o termo “tesla” à medida da unidade SI para a força do campo magnético e, como na década de 1990, a reputação de Tesla retornou a cultura popular. Em 2005, ele foi listado entre os 100 melhores indicados no programa de TV “The Greatest American“, uma pesquisa de popularidade conduzida pela AOL e The Discovery Channel.
Tesla morreu pobre e solitário, mas atualmente é reconhecido como um dos grandes gênios do século XX ao lado de Einstein. Seu nome inspira, enquanto marca, um dos fabricantes de automóveis pioneiros no segmento de veículos elétricos, a Tesla Motors
A obra
Em sua autobiografia – Nikola Tesla (1856-1943), um dos mais importantes inventores do século XX, retrata sua trajetória desde criança na Croácia até seu estabelecimento e suas conquistas nos Estados Unidos. Tesla conta sua vida desde a infância, passando por seus projetos. O livro também explica como funcionava seu processo criativo, tão complexo e único que permitia desenvolver, operar e modificar suas invenções apenas com a imaginação.
Além de suas invenções e de seu processo de criação, ele conta também sobre sua infância, onde já demonstrava muita curiosidade e criatividade, fala de um problema que tinha, que era a visualização constante de imagens de cenas ou coisas que o impressionavam, que no começo o incomodava bastante, mas que depois acabou sendo útil em seu processo criativo. Ele narra também, casos onde escapou da morte quando jovem de suas aventuras com a água e outras vezes por doenças ou teimosia.
A autobiografia deste notável inventor e engenheiro elétrico, responsável por revolucionárias invenções no campo do eletromagnetismo entre o fim do século XIX e o começo do XX, além de mostrar o ser humano por trás do gênio, revela como seu legado de patentes e sua obra teórica formaram a base dos modernos sistemas de eletricidade de corrente alternada – incluindo o sistema polifásico de distribuição elétrica – que tanto contribuíram para o desenvolvimento da Segunda Revolução Industrial.
Sumário
Introdução
Capítulo 1 – Minha Infância
Capítulo 2 – Meus primeiros esforços como inventor
Capítulo 3 – A descoberta do campo magnético rotativo
Capítulo 4 – A Descoberta da Bobina e o Transformador de Tesla
Capítulo 5 – O amplificador
Capítulo 6 – A Telemática
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Introdução
NIKOLA TESLA nasceu na Croácia (então parte da Austro-Húngara) em 09 de julho de 1856, e morreu em 07 de janeiro de 1943. Ele foi o engenheiro elétrico que inventou a AC (Corrente Alternada) que fez com que a transmissão e distribuição da energia elétrica sejam possíveis. Tesla começou seus estudos em física e matemática na Graz Politécnica, em seguida, fez filosofia na Universidade de Praga.
Ele trabalhou como engenheiro elétrico, em Budapeste, na Hungria, e posteriormente na França e Alemanha. Em 1888, a descoberta de que um campo magnético pode ser feito para girar se duas bobinas perpendiculares forem supridas com corrente alternada 90 ° fora de fase, tornou possível a invenção do motor de indução de corrente alternada. A maior vantagem deste motor é o seu funcionamento sem escovas, que muitos na época acreditavam impossível.
Tesla mudou-se para os Estados Unidos em 1884, onde trabalhou para Thomas Edison que rapidamente se tornou um rival – Edison era um defensor da CC, (Corrente Contínua), sistema de transmissão inferior à AC. Durante este tempo, Tesla foi contratado para projetar os geradores de corrente instalados em Niagara Falls¹ George Westinghouse comprou a patente do seu motor de indução, o qual se tornou base do poder Westinghouse. Sistema que ainda está na base da moderna indústria de energia elétrica hoje.
Ele também fez uma pesquisa notável sobre a eletricidade de alta tensão e comunicação sem fio. Em um experimento ele criou um terremoto que abalou o terreno por vários quilômetros em torno de seu novo laboratório em Nova Iorque. Ele tambem antecipou urn sistema de comunicações sem fio., aparelhos de fax, radar, mísseis teleguiados e aeronaves.
NIKOLA TESLA É O VERDADEIRO UNSUNG² Um profeta da era da eletricidade.
Capítulo 1 – Minha Infância
Por Nikola Tesla
O desenvolvimento progressivo do homem depende vitalmente da invenção, que é o produto mais importante de seu cérebro criativo. Seu objetivo final é o completo domínio da mente sobre o mundo material, o aproveitamento das forças da natureza para o alcance das necessidades humanas.
Esta é a tarefa difícil do inventor que é muitas vezes incompreendido e não recompensado. Mas ele encontra ampla compensação nos exercícios agradáveis de seus poderes e na compreensão de que faz parte de uma classe privilegiada de homens, sem os quais a raça já teria perecido na luta encarniçada contra os elementos impiedosos.
Falando por mim, eu já tinha mais do que toda a minha medida deste prazer requintado, tanto que por muitos anos minha vida era de êxtase contínuo. Sou conhecido como sendo um dos trabalhadores mais difíceis e talvez eu seja, se o pensamento é o equivalente do trabalho, pois tenho dedicado a ele quase todas as minhas horas de vigília. Mas se o trabalho é interpretado como um desempenho definido em uma especificação de tempo de acordo com uma regra rígida, então eu posso ser o pior dos preguiçosos.
Todo esforço sob coerção exige um sacrifício de energia vital. Eu nunca paguei tal preço. Pelo contrário, tenho prosperado por meio de meus pensamentos. Na tentativa de mostrar um retrato fiel das minhas atividades nesta história da minha vida, devo falar, embora com relutância, sobre as impressões da minha juventude e das circunstâncias e eventos que foram fundamentais na determinação da minha carreira. Nossos primeiros esforços são puramente instintos de uma imaginação vívida e indisciplinada. Conforme vamos crescendo, mais a razão se impõe e nos tornamos mais e mais sistemáticos e artificiais. Mas os primeiros impulsos, embora não imediatamente produtivos, são os maiores momentos e podem moldar nossos próprios destinos. Na verdade, sinto agora que se eu os tivesse compreendido e cultivado, em vez de suprimi-los, eu teria acrescentado um valor substancial para o meu legado para o mundo. Mas isso não ocorreu até atingir a maturidade e perceber que eu era um inventor.
Isto se deveu a inúmeras causas. Em primeiro lugar, eu tinha um irmão que era dotado a um grau extraordinário; um desses raros fenômenos de inteligência que a investigação biológica não consegue explicar. Sua morte prematura deixou meus pais terrenos desconsolados. (Vou explicar a minha observação sobre meus “pais terrenos” posteriormente.)
Nós possuíamos um cavalo que havia sido presenteado a nós por um amigo querido. Era um magnífico animal da raça árabe, possuidor de inteligência quase humana, e foi cuidado e mimado por toda a família, tendo em certa ocasião, salvado a vida do meu querido pai sob circunstâncias extraordinárias.
Meu pai foi chamado numa noite de inverno para realizar um dever urgente e enquanto atravessava montanhas, infestadas por lobos, o cavalo se assustou e correu para longe, atirando-o violentamente ao chão. Ele chegou em casa sangrando e exausto, mas depois que o alarme soou, imediatamente saiu correndo novamente, retornando para o local e antes que o grupo de busca chegasse, uma vez que estava longe do local onde encontrava-se meu pai, ele já tinha recuperado a consciência e remontado, não percebendo que ele tinha ficado deitado na neve por várias horas. Este cavalo foi responsável pelas lesões de meu irmão, resultando em sua morte. Presenciei a cena trágica e, apesar de muitos anos terem se passado desde então, a minha impressão visual não perdeu nada de sua força. Minha recordação de suas realizações fez todos os meus esforços parecerem maçantes em comparação. Qualquer coisa que eu tenha feito serviu apenas para meus pais sentirem sua perda mais intensamente. Então eu cresci com pouca confiança em mim mesmo Mas eu estava longe de ser considerado um garoto estúpido, a julgar por um incidente de que eu ainda tenho uma forte lembrança. Um dia, os vereadores estavam passando por uma rua onde eu estava brincando com outros meninos. O mais antigo destes veneráveis senhores, um cidadão rico, fez uma pausa para dar um pedaço de prata para cada um de nós. Vindo até mim, de repente ele parou e ordenou: “Olhe nos meus olhos.” Eu recebi o seu olhar, com a minha mão estendida para receber a moeda muito valorizada, quando para meu espanto, ele disse: “Não, não mesmo, você vai não receber nada de mim. Você é muito inteligente”.
Eles costumavam contar uma história engraçada sobre mim. Eu tive duas tias velhas com rostos enrugados, uma deles tendo dois dentes salientes, como as presas de um elefante, que ela enterrava em meu rosto toda vez que ela me beijava. Nada me assusta mais do que a perspectiva de receber afetividades de familiares pouco atraentes. Aconteceu que, enquanto estava sendo transportado nos braços de minha mãe, perguntaram quem era a mais bonita das duas. Depois de examinar atentamente os seus rostos, eu respondi pensativo, apontando para uma delas: “Esta aqui não é tão feia quanto a outra”.
Então, prosseguindo, desde o meu nascimento havia a intenção que eu seguisse alguma profissão clerical e este pensamento constantemente me oprimia. Eu desejava ser engenheiro, mas meu pai era inflexível. Ele era filho de um oficial que serviu no exército do Grande Napoleão e em comum com seu irmão, professor de matemática em uma proeminente instituição, tinha recebido uma educação militar, mas, singularmente mais tarde adotou o clero com vocação. Ele era um homem muito erudito, um verdadeiro filósofo natural, poeta e escritor e seus sermões eram tão eloquentes quanto os de Abraão ou Santa Clara. Ele tinha uma prodigiosa memória e frequentemente declamou diversas obras completas em várias línguas. Frequentemente ele comentava brincando que, se alguns dos clássicos fossem perdidos, poderia restaurá-los de memória. Seu estilo de escrita era muito admirado. Ele escreveu frases curtas, concisas e cheias de sagacidade e sátira. Os comentários bem-humorados que ele fazia eram sempre peculiares e característicos. Apenas para ilustrar, posso citar um ou dois exemplos.
Tínhamos um ajudante, um homem estrábico chamado Mane contratado para trabalhar na fazenda. Ele estava cortando madeira um dia. Como ele balançou o machado, meu pai, que estava perto e sentindo-se muito desconfortável, advertiu ele, “Pelo amor de Deus, Mane, não ataque o que você está olhando, mas o que você pretende atingir”.
Em outra ocasião, ele estava levando um amigo para uma volta de carro, que descuidadamente permitiu que seu casaco de pele caro esfregasse na roda do carro. Meu pai lembrou-lhe que dizendo: “Puxe seu casaco, você está arruinando o meu pneu.”
Ele tinha o estranho hábito de falar consigo mesmo e muitas vezes exercia uma animada conversa chegando a entrar em discussão acalorada, mudando o tom de sua voz. O ouvinte casual podia jurar que várias pessoas estavam na sala.
Apesar de que eu tenha que direcionar à minha mãe indícios na influência de qualquer inventividade que possuo, a formação que me deu deve ter sido útil. Foi composta por todos os tipos de exercícios como, adivinhar os pensamentos um do outro, descobrir os defeitos de alguma forma de expressão, repetindo frases longas ou realizar cálculos mentais. Estas aulas diárias eram destinadas a fortalecer a memória e a razão, e, especialmente, para o desenvolvimento do sentido crítico, e foram, sem dúvida, muito benéficas.
Minha mãe era descendente de uma das famílias mais antigas do país e de uma linhagem de inventores. Tanto seu pai como seu avô produziram inúmeros instrumentos para casa, usos agrícolas e outros. Ela era verdadeiramente uma grande mulher, de rara habilidade, coragem e força, que enfrentou as tempestades da vida e passou por muitas experiências difíceis. Quando ela tinha dezesseis anos, uma peste virulenta varreu o país. Seu pai foi chamado para administrar a extrema unção e durante sua ausência, ela foi sozinha para prestar auxílio a uma família vizinha, que foi atingida pela pavorosa doença. Ela banhou e vestiu os corpos, ornamentando segundo o costume do país e quando o pai voltou, encontrou tudo pronto para um enterro cristão.
Minha mãe era uma inventora de primeira ordem e que, creio eu, teria conseguido grandes coisas se não tivesse ficado tão distante da vida moderna e suas múltiplas oportunidades. Ela inventou e construiu todos os tipos de ferramentas e dispositivos e fiou os finos tecidos dos vestidos que foram feitos por ela. Ela ainda plantou sementes, cultivou as plantas e separou as fibras. Ela trabalhava incansavelmente, desde o raiar do dia até tarde da noite, e a maior parte dos artigos de vestuário e mobiliário da casa eram produto de suas mãos. Quando ela tinha mais de sessenta anos, os dedos ainda estavam ágeis o suficiente para fazer três nós em um cílio.
Havia outra e ainda mais importante razão para o meu despertar tardio. Na minha infância eu sofria de uma aflição peculiar devido à aparição de imagens, muitas vezes acompanhadas por fortes flashes de luz, que deterioravam a visão de objetos reais e interferiam com os meus pensamentos e ações. Eram imagens de coisas e cenas que eu tinha visto realmente, nenhuma delas imaginária. Quando uma palavra era dita para mim, a imagem do objeto que ele designava aparecia vividamente na minha visão e às vezes eu era incapaz de distinguir se o que eu vi era tangível ou não. Isso me causava grande desconforto e ansiedade. Nenhum dos estudantes de psicologia ou fisiologia que eu consultei jamais pode explicar satisfatoriamente estes fenômenos. Ele parece ter sido único, apesar de que eu ser provavelmente predisposto, pois eu sabia que o meu irmão tinha um problema similar. A teoria que eu formulei é que as imagens eram o resultado de uma ação do reflexo do cérebro na retina sob grande excitação. Elas certamente não eram alucinações, como são produzidas nas mentes doentes e de angustiados, visto que, em outros aspectos, eu era normal e sereno. Para dar uma ideia da minha angústia, suponha que eu tivesse assistido a um funeral ou algum outro espetáculo estressante. Então, inevitavelmente, na quietude da noite, uma imagem viva da cena era introduzida diante dos meus olhos e persistia, apesar de todos os meus esforços para bani-la.
Se a minha explicação está correta, deve ser possível projetar em uma tela a imagem de qualquer objeto que se imaginar e torná-la visível. Tal antecedência iria revolucionar todas as relações humanas. Estou convencido de que esta maravilha pode e deve ser realizada em algum em tempo. Posso acrescentar que tenho dedicado muito tempo pensando na solução do problema.
Eu tenho tentado transmitir essa imagem, a que eu vejo em minha mente, para a mente de outra pessoa, em outra sala. Para me livrar dessas aparições que me atormentavam, eu tentei concentrar minha mente em outra coisa que eu tinha visto, e desta forma eu muitas vezes consegui obter um alívio temporário, mas, a fim de obtê-lo, eu tinha que imaginar continuamente novas imagens. Não demorou muito antes de eu descobrir que eu tinha esgotado todas aquelas sob meu domínio, meu ‘carretel’ tinha acabado por assim dizer, porque eu tinha visto pouco do mundo – apenas objetos em minha casa e nas imediações. Quando eu executei essas operações mentais pela segunda ou terceira vez, a fim de afugentar o aparecimento das minhas visões, o remédio perdeu gradualmente toda a sua força.
Então eu instintivamente comecei a fazer excursões para além dos limites do pequeno mundo de que eu tinha conhecimento para ver novas cenas. Estas eram no começo muito turvas e indistintas, e ficavam muito afastadas quando eu tentava concentrar minha atenção sobre elas. Elas ganharam força e distinção e, finalmente, assumiram a concretude das coisas reais. Eu logo descobri que o meu melhor conforto era alcançado se eu simplesmente forçasse a minha visão mais e mais, obtendo novas impressões todo o tempo, e então eu comecei a viajar mentalmente. Todas as noites, (e, por vezes durante o dia), quando sozinho, tinha início minhas viagens – ver novos lugares, cidades e países; morar lá, conhecer pessoas e fazer amizades e conhecidos e, o incrível, no entanto, era o fato de que eles eram tão queridos para mim como aqueles da vida real, e nem um pouco menos intenso em suas manifestações.
Eu fiz isso constantemente até quando eu estava com cerca de dezessete anos, quando meus pensamentos se voltaram seriamente à invenção. Então eu observei com alegria que eu poderia visualizar com a maior facilidade. Eu não precisava de modelos, desenhos ou experimentos. Eu podia imaginar tudo em minha mente. Assim fui levado inconscientemente a desenvolver o que eu acreditava ser um novo método de materializar conceitos criativos e ideias, o que é radicalmente oposto ao puramente experimental e, em minha opinião, é sempre muito mais rápido e eficiente.
A partir momento em que alguém constrói um aparelho para colocar em prática uma ideia crua, ele encontra-se inevitavelmente absorvido com os pormenores do aparelho. Como ele continua a melhorar cada detalhe e reconstruir o aparelho, sua força de concentração diminui e ele perde de vista o grande princípio subjacente. Os resultados podem ser obtidos, mas sempre com o sacrifício da qualidade.
O meu método é diferente. Não me apresso no trabalho real. Quando eu tenho uma ideia, eu começo a construí-la totalmente em minha imaginação. Eu mudo a construção, aperfeiçoou e opero o dispositivo em minha mente. É absolutamente irrelevante para mim executar a minha turbina em pensamento ou testá-la na minha oficina. Eu ainda observo se está fora de equilíbrio. Não existe qualquer diferença, os resultados são os mesmos. Desta forma, eu sou capaz de rapidamente desenvolver e aperfeiçoar a concepção sem tocar em nada. Quando eu tiver ido tão longe até incluir na invenção cada possível melhora que eu possa pensar e não vejo falha em qualquer lugar, eu concretizo este produto final do meu cérebro. Invariavelmente, o dispositivo funciona como eu concebi que deveria, e o resultado é exatamente como eu planejei. Em 20 anos não houve uma única exceção. Por que deveria ser diferente? Na engenharia, elétrica e mecânica, os resultados são sempre positivos. É difícil encontrar um assunto que não pode ser examinado de antemão, a partir da teoria e dados práticos disponíveis. A realização na prática de uma ideia crua como é feito em geral, nada mais é do que desperdício de energia, dinheiro e tempo.
A aflição da minha infância gerou também outra compensação. O incessante esforço mental desenvolveu meus poderes de observação e me permitiu descobrir uma verdade de grande importância. Eu já havia observado que o aparecimento das imagens era sempre precedido pela visão real das cenas em condições peculiares e, geralmente, muito excepcionais, e eu era impelido em cada ocasião a localizar o impulso original. Depois de um tempo este esforço cresceu se tornou quase automático e eu ganhei grande facilidade em conectar causa e efeito. Logo percebi, para minha surpresa, que cada pensamento que eu concebia era sugerido por uma noção externa. Não só isso, mas todas as minhas ações eram impelidas de uma forma semelhante. No decurso do tempo, tornou-se perfeitamente evidente para mim que eu era meramente dotado de uma automatização do poder do impulso mental respondendo a estimulação dos órgãos do sentido e que me levava a pensar e agir de acordo com isso.
O resultado prático disso era a capacidade do controle à distância, que tem sido até agora realizada apenas de forma imperfeita. Sua possibilidade latente, no entanto, eventualmente será mostrada. Eu tenho planejado há anos autômatos auto controlados e acredito que estes mecanismos poderão ser produzidos, e que agirão como se possuíssem razão, num grau limitado, e irão criar uma revolução em muitos departamentos comerciais e industriais.
Eu tinha uns 12 anos de idade, quando, pela primeira, vez eu consegui banir uma imagem da minha visão com esforço intencional, mas eu nunca tive qualquer controle sobre os flashes de luz. Eram, talvez, a minha estranha e (mais) inexplicável experiência. Eles geralmente ocorriam quando eu me encontrava em uma situação perigosa ou angustiante ou quando eu estava muito agitado. Em alguns casos, eu via todo o ar em torno de mim cheio de línguas de fogo. A sua intensidade, em vez de diminuir, aumentou com o tempo e, aparentemente, atingiu seu ápice quando eu tinha uns 25 anos de idade.
Quando estava em Paris, em 1883, eu aceitei um convite feito por um fabricante francês proeminente para uma expedição de tiro. Eu estava confinado à oficina e o ar fresco provocou- me um efeito maravilhosamente revigorante. Na volta para a cidade naquela noite, senti uma sensação inegável de que meu cérebro havia pegado fogo. Tinha a sensação de que um pequeno sol se localizava na mesma e eu passei a noite inteira aplicando compressas frias na minha torturada cabeça. Finalmente os flashes diminuíram em frequência e força, mas levou mais de três semanas antes de desaparecerem totalmente. Quando um segundo convite foi estendido a mim, a minha resposta foi um enfático NÃO!
Estes fenômenos luminosos ainda se manifestam ao longo do tempo, como quando uma nova ideia iniciando possibilidades me aparece, mas eles não são mais emocionantes, sendo de uma intensidade relativamente pequena. Quando eu fecho meus olhos, eu sempre observo em primeiro lugar, um fundo de azul muito escuro e uniforme, não muito diferente do céu em uma noite clara sem estrelas. Em poucos segundos, este campo torna-se animado com inúmeros lagos verdes cintilantes, dispostos em várias camadas, avançando na minha direção.
Depois aparece, à direita, um belo padrão de dois sistemas de linhas paralelas e estreitamente espaçadas, em ângulos retos entre si, de todas as cores, predominantemente amarelo, verde e ouro. Imediatamente depois disso, as linhas ficam mais brilhantes e tudo fica densamente salpicado de pontos brilhantes de luz. A imagem se move devagar através do campo de visão e em cerca de dez segundos desaparece à esquerda, deixando para trás um terreno cinza bastante desagradável e inerte até que a segunda fase inicia. Toda vez, antes de adormecer, aparecem imagens de pessoas ou objetos, do meu ponto de vista. Quando eu os vejo sei que estou prestes a perder a consciência. Se estiverem ausentes e se recusam a vir, isso significa que terei uma noite sem dormir. Para estender a compreensão desta imaginação, com a qual eu “brinquei” na minha infância, eu posso ilustrar com outra experiência estranha.
Como a maioria das crianças, eu gostava de pular e desenvolvi um intenso desejo de me sustentar no ar. Ocasionalmente, um vento forte ricamente carregado de oxigênio soprava das montanhas, tornando meu corpo leve como cortiça e, em seguida, eu pulava e flutuava no espaço por um longo período de tempo. Era uma sensação deliciosa e meu desapontamento foi enorme quando mais tarde eu percebi que estava enganado.
Nesta época, adquiri muitos gostos estranhos, aversões e hábitos, alguns dos quais eu posso creditar a impressões externas, enquanto outros eram inexplicáveis. Eu tinha uma aversão violenta contra brincos de mulheres, mas outros adornos como pulseiras, me agradavam mais ou menos de acordo com o design. A visão de uma pérola quase me parecia adequada, mas o que me atraía era o brilho de cristais ou objetos com arestas vivas e superfícies planas. Eu não tocaria o cabelo de outras pessoas, exceto, talvez, sob a mira de um revólver. Eu podia ficar febril ao olhar para um pêssego e um pedaço de cânfora que estivesse em qualquer lugar da casa me causava o mais agudo desconforto. Mesmo atualmente, não sou insensível a alguns desses impulsos perturbadores. Quando eu soltava pequenos quadrados de papel em um prato cheio com líquido, eu sempre senti um gosto peculiar e terrível na minha boca.
Eu contava os passos em minhas caminhadas e calculava o conteúdo cúbico de pratos de sopa, xícaras de café e pedaços de comida, caso contrário, a minha refeição ficava desagradável. Todos os atos repetitivos ou operações por mim realizadas tinham que ser divisíveis por três e se eu errasse me sentia impelido a fazer tudo de novo, mesmo que levasse horas. Até a idade de oito anos, o meu caráter era fraco e vacilante. Eu não tinha nem coragem nem força para tomar uma decisão firme. Meus sentimentos vinham em ondas e variavam incessantemente entre extremos. Meus desejos consumiam meu vigor e, como as cabeças da hidra, eles se multiplicavam. Eu era atormentado por pensamentos sobre a dor na vida e na morte e medo religioso. Eu era influenciado por superstições e vivia em constante temor de espíritos do mal, de fantasmas e ogros e outros monstros profanos do escuro. Então, de só uma vez, ocorreu uma tremenda mudança que alterou o curso de toda a minha existência.
De todas as coisas que eu gostava, livros sempre estiveram em primeiro lugar. Meu pai tinha uma biblioteca grande e sempre que eu podia, tentava satisfazer a minha paixão pela leitura. Mas ele não permitia e ficava com raiva quando me pegava em flagrante. Ele escondeu as velas quando descobriu que eu era lia escondido.
Não queria que eu estragasse meus olhos. Mas com o sebo que consegui obter, fiz pavios e moldei pequenos bastões Toda noite eu tapava o buraco da fechadura e as frestas e lia, muitas vezes até de madrugada, quando todos os outros dormiam e minha mãe começava a sua árdua tarefa diária.
Em certa ocasião, me deparei com um livro intitulado “Aoafi“ (filho de Aba), uma tradução para o Sérvio de um escritor húngaro conhecido, Josika. Este trabalho de alguma maneira despertou minha adormecida força de vontade e comecei a praticar o autocontrole. No princípio minhas resoluções desapareceram como neve em abril, mas em pouco tempo eu dominei minha fraqueza e senti um prazer que eu nunca tive antes – o de fazer o que eu quisesse.
No decorrer do tempo, este exercício mental vigoroso se tornou minha segunda natureza. No início meus desejos tinha que ser dominados, mas gradualmente o desejo e a vontade tornaram-se equivalentes. Depois de anos de disciplina ganhei um domínio tão completo sobre mim mesmo que eu comecei a brincar com sentimentos que poderiam significar a destruição de alguns dos homens mais fortes.
Em certa idade adquiri uma mania para o jogo que preocupou muito meus pais. Sentar-me para jogar cartas era para mim a quintessência do prazer. Meu pai levou uma vida exemplar e não podia desculpar o desperdício sem sentido de tempo e dinheiro ao qual eu me entregava.
Eu tinha uma vontade forte, mas a minha filosofia era ruim. Eu dizia a ele: “Eu posso parar quando eu quiser, mas será que eu deveria desistir de algo que vale a pena e que me fazia sentir que eu havia comprado as alegrias do paraíso? “Em ocasiões frequentes ele deu vazão à sua raiva e desprezo, mas minha mãe era diferente. Ela entendia o caráter dos homens e sabia que a salvação só viria através de meus próprios esforços. Uma tarde, eu me lembro, quando eu tinha perdido todo o meu dinheiro e estava desejoso por um jogo, ela veio até mim com um maço de notas e disse: ‘Vá e divirta-se. Quanto mais cedo você perder tudo o que possui, melhor será. “Eu sei que você vai superar isso.” Ela estava certa. Eu dominei a minha paixão, então a única coisa que posso lamentar é não ter sido cem vezes mais forte. Eu não só dominei, mas arranquei do meu coração sem deixar sequer um traço de desejo.
Desde aquele tempo eu tenho sido tão indiferente a qualquer tipo de jogo como palitar os dentes. Durante um período eu fumava excessivamente, ameaçando arruinar a minha saúde. Então, a minha vontade se afirmou e eu não só parei, mas aniquilei toda inclinação. Há muito tempo atrás eu sofria de problemas cardíacos até que eu descobri que era devido à inocente xícara de café que eu consumia todas as manhãs. Eu interrompi imediatamente, embora confesse que não foi uma tarefa fácil. Desta forma, eu verifiquei e controlei outros hábitos e paixões, o que não só preservou minha vida, mas gerou de uma quantidade imensa de satisfação, o que a maioria dos homens consideraria privação e sacrifício.
Depois de terminar os estudos no Instituto Politécnico e Universidade, eu tive um completo colapso nervoso e enquanto a doença durou observei muitos fenômenos estranhos e incríveis.
Capítulo 2 – Meus primeiros esforços como inventor
Eu tenho o dever de falar brevemente sobre essas experiências extraordinárias, por conta de seu possível interesse para os estudantes de psicologia e fisiologia, e também porque a influência deste período de agonia foi o fator mais relevante em meu desenvolvimento mental e em trabalhos posteriores. Mas é indispensável primeiro relacionar as circunstâncias e condições que as precederam e em quais podem ser encontradas a sua explicação parcial.
Desde a infância fui obrigado a concentrar a atenção sobre mim. Isto me causou muito sofrimento, mas do meu ponto de vista atual, foi uma bênção disfarçada que me ensinou a apreciar o valor inestimável da introspecção na preservação da vida, bem como um meio de realização.
As pressões da ocupação e do fluxo incessante de impressões sobrecarregando a nossa consciência através de todas as entradas de conhecimento fazem da existência moderna perigosa em muitas maneiras. A maioria as pessoas estão tão absortas na contemplação do mundo exterior que elas são totalmente alheias ao que está passando dentro de si. A morte prematura de milhões é a principal causa rastreável. Mesmo entre aqueles que prestam atenção, é um erro comum aludir para o imaginário, e ignorar os perigos reais. E o que é verdadeiro em um indivíduo também se aplica, mais ou menos, a um povo como um todo.
Abstinência nem sempre foi para o meu gosto, mas acho uma ampla recompensa nas agradáveis experiências que eu estou fazendo agora. Assim, na esperança de converter alguns para os meus preceitos e convicções, vou recordar um ou dois.
Pouco tempo atrás, eu estava voltando para o meu hotel. Era uma noite fria, o chão escorregadio, e nenhum táxi para ser tomado. Metade de um quarteirão atrás de mim, era seguido por outro homem, evidentemente tão ansioso quanto eu para chegar ao abrigo. De repente minhas pernas subiram no ar. No mesmo instante, meu cérebro nublou-se. Os nervos responderam e os músculos se contraíram. Girei 180 graus e caí de quatro. Retomei meu andar como se nada tivesse acontecido quando o estranho me alcançou.
“Quantos anos você tem?”, ele perguntou, me examinando criticamente.
“Oh, cerca de cinquenta e nove anos,” eu respondi, “Por que”?
“Bem”, ele disse, “Eu vi um gato fazer isso, mas nunca um homem.” Cerca de um mês atrás, eu queria encomendar novos óculos e fui a um oculista que me fez passar pelos testes habituais. Então ele me olhou com incredulidade quando eu li com facilidade a menor impressão a uma distância considerável. Mas quando eu lhe disse que tinha quase sessenta anos ele engasgou perplexo. Alguns amigos meus, muitas vezes comentam que meus ternos me encaixam como luvas, mas eles não sabem que toda a minha roupa é feita com as medidas que foram tomadas quase 15 anos atrás e nunca mudaram. Durante este mesmo período, o meu peso não tem variou nem meio quilo. Neste contexto, eu posso contar uma história engraçada.
Uma noite, no inverno de 1885, o Sr. Edison, Edward H. Johnson, o Presidente da Edison Illuminating Company, Mr. Batchellor, gerente de obras, e eu mesmo, entramos em um pequeno lugar em frente a 65 Firth Avenue, onde os escritórios da empresa eram localizados. Alguém sugeriu adivinhar pesos e fui convidado a subir em uma balança. Edison apalpou- me e disse: “Tesla pesa 68,85 kg com uma diferença de 3g, e ele adivinhou exatamente. Nu, eu pesava 64,33 Kg ], o qual ainda é meu peso. Eu sussurrei para o Sr. Johnson: “Como é possível que Edison possa adivinhar meu peso tão de perto”?
“Bem”, disse ele, baixando a voz. “Eu vou dizer-lhe confidencialmente, mas você não deve dizer nada. Ele foi empregado por um longo tempo em um matadouro em Chicago, onde ele pesava milhares de porcos todos os dias. É por isso”.
Meu amigo, o Exmo. Chauncey M. Dupew, me falou sobre um inglês, seu amigo, a quem contava suas piadas que costumava ouvi-lo com ar confuso, mas cerca de um ano depois, soltava uma gargalhada. Eu francamente confesso que levei mais tempo para apreciar a piada de Johnson. Agora, meu bem-estar é simplesmente o resultado de um cuidadoso modo de vida e, talvez, a coisa mais surpreendente seja que por três vezes em minha juventude fui tomado por doenças causadores de grande degradação física, a ponto de ser desenganado pelos médicos.
Mais do que isso, por ignorância e otimismo, eu entrei em todos os tipos de dificuldades, perigos e arranhões dos quais eu me livrei quase como por encantamento. Eu quase me afoguei, fui sepultado, me perdi e morri de frio. Escapei por um fio de cães raivosos, porcos e outros animais selvagens. Passei por terríveis doenças e aconteceram-me todos os tipos de acidentes estranhos e hoje estou inteiro e saudável.
Parece milagre. Mas se bem me lembro desses incidentes que me vem à mente, estou convencido de que minha preservação não foi totalmente acidental, mas que foi de fato o trabalho do poder divino. O esforço de um inventor é, em essência, salvar vidas. Se ele aproveita as forças, melhora dispositivos ou fornece novos confortos e conveniências, ele está adicionando segurança à nossa existência. Ele também é mais qualificado do que a média individual para proteger-se do perigo, pois ele é atento e criativo. Se eu não tinha outra prova de que eu era, em certa medida, dotado de tais qualidades, eu as encontrei nestas experiências pessoais. O leitor será capaz de julgar por si mesmo se eu citar um ou dois casos.
Em uma ocasião, com cerca de 14 anos de idade, eu queria assustar alguns amigos que foram tomar banho comigo. Meu plano era mergulhar sob uma longa estrutura flutuante e deslizar calmamente até ao outro extremo. Natação e mergulho são tão naturais para mim como para um pato e eu estava confiante de que eu poderia realizar a façanha. Assim, mergulhei na água e, quando estava fora de vista, virei-me e passei rapidamente para o lado oposto. Pensando que eu estava em segurança além da estrutura, subi para a superfície, mas, para meu espanto, atingi uma viga. Claro, eu rapidamente mergulhei e segui em frente com rápidas braçadas até que meu fôlego começou a acabar. Subi uma segunda vez, e minha cabeça foi de novo de em encontro com uma viga. Agora eu estava ficando desesperado. No entanto, reunindo toda a minha energia, fiz uma terceira tentativa frenética, mas o resultado foi o mesmo.
A tortura da supressão de respiração foi ficando insuportável, meu cérebro estava cambaleando e senti-me afundando. Naquele momento, quando a minha situação parecia absolutamente sem esperanças, eu experimentei um desses flashes de luz e a estrutura acima apareceu diante da minha visão. Tenha eu discernido ou adivinhado que havia um pequeno espaço na superfície da água entre as placas e as vigas eu, quase inconsciente, flutuei para cima, apertei minha boca entre as pranchas e conseguiu inalar um pouco de ar, infelizmente, misturado com um spray de água que quase me engasgou. Várias vezes eu repeti esse procedimento como em um sonho, até que o meu coração, que estava batendo em um ritmo terrível, se acalmou, e eu recuperei a compostura. Depois eu fiz uma série de mergulhos sem sucesso, e acabei perdendo completamente o senso de direção, mas somente conseguiu sair da armadilha quando finalmente meus amigos me acharam e içaram meu corpo. Essa época balneária foi prejudicada por minha por imprudência, mas logo esqueci a lição e apenas dois anos mais tarde, eu caí em uma situação pior.
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